sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Simplifiquei... e agora? Partir pra ação.

Tive uns dias em casa, mas segunda já volto ao trabalho. E mais uma vez tentar adquirir uma boa rotina.

Eu reduzi e simplifiquei ainda mais. Como?

* Voltei a cor natural do meu cabelo(castanho escuro).  Eu estava loira desde dezembro, antes disso havia ficado um ano com meu cabelo natural, acho até que falei aqui sobre isso. Eu não tinha trabalho e nem gastos com meu cabelo natural, era simples, e ele estava muito bonito. Mas eu pinto o cabelo desde os 16 anos... mudo constantemente... eu gosto disso, mas é trabalhoso demais e neste momento eu tô com outros projetos.

* Fiz mais um destralhe. Já não havia muito o que ir. Mas eu joguei fora mais algumas coisas... e doei outras, aquelas roupas que ficaram para eu tentar usar do último destralhe.  Dei adeus, e elas foram ser úteis.  Doei Maxi colares que eu comprei pra ajudar uma amiga, mas eu nunca usei. Uma bolsa, porque a que eu tinha não comportava o que eu precisava levar pro trabalho e eu comprei outra. Tirei mais alguns papéis desnecessários.  Eu tenho material que eu não gostaria de precisar aqui, mas eu trabalho com educação e artigos de papelaria e artesanato são utilizados.

*  Fiz um armário cápsula. Como eu tenho poucas roupas e saio muito só precisei guardar separado algumas peças de roupa e alguns acessórios para daqui a uns 6 meses rever.. é... eu não vou fazer isso daqui a 3 meses não, eu faço do jeito que eu quiser, e também são 50 peças, e não 33, porque eu saio muito pra trabalhar e  também para reuniões religiosas. Peguei as que eu uso sem parar e guardei, assim posso usar mais as outras peças e aprender a combiná-las melhor.

E agora?

Meu grande problema sempre foi esse. Eu simplifiquei minha vida, não gasto demais, nem saio demais, nem possuo muitas coisas a muito tempo. Eu também não trabalho demais. Não tenho o dia todo, mas me sobra mais tempo.  E aí? Quase sempre eu acabo usando mal esse tempo... que eu simplifiquei justamente para tê-lo e fazer coisas boas.
Eu procrastino lendo sobre procrastinação. Não é ridículo?
Pois bem... agora mesmo eu escrevi parte do meu TCC.  Pela manhã acordei com muita dor e não fui caminhar, então eu pulei corda um pouco mais tarde. Agora vim aqui escrever um pouquinho.
Nestes dias em casa eu vi amigos, matei saudades. Foi ótimo. Não viajei, mas vi meus amigos... foi muito melhor.
Joguei boliche pela primeira vez.
Mudei coisas na casa também.
Cozinhei com amor.

Então eu quero seguir nessa linha.  Usar o tempo que sobra para evolução espiritual, emocional, intelectual e física, hobbies ativos e criar.
Ah... e sair de casa.  E receber em casa.

Pra mim a vida com mais significado é isso.
Às vezes queremos fazer tantas coisas que não fazemos nada. Então escolha uma coisa por vez, e não pense nas demais. Depois escolha mais outra coisa. E de pouco em pouco você realizará muitas coisas.

sexta-feira, 28 de junho de 2019

As pessoas são poemas

Eu não sabia ler poemas
Enclausurada na prosa
Estranha me era a poesia.

Eu não lia as pessoas
Não degustava seus versos
Não apreciava seu ritmo
E a melodia diferente que cada um possui

O tempo e as perdas ensinam
Mais do que se pode prever
Enquanto eu só fazia escrever
Não podia aprender a ler

Escrevia sobre sombras
Enquanto vários sóis brilhavam ao meu redor
E eu não via

As pessoas são poemas
E eu não sabia ler

Perdida dentro de mim
Eu não apreciei
A incrível realidade da vida
Cada um, uma poesia
Aguardando ser lida e escrita

Cada um, uma história
Um aprendizado
Uma essência
É tão lindo de ler

Meus olhos agora se abriram
As pessoas são poemas
Agora eu posso ler
O muito que me ensinam
Até a beleza do não dito
Eu aprendi a entender

Não sei versificar e musicar
Mas sei sentir e observar
E ver beleza em todo lugar

Já não quero me esconder
Após tanto fechar os olhos
Agora eu quero ver

As pessoas são poemas
Que eu tanto amo ler!

Priscila Ferreira Gomes
(euzinha mesmo)

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Vida simples e frugal quando se é pobre

Eu nunca fui consumista. Não tive que largar centenas de coisas para me tornar minimalista.
Nunca fui rica, nunca tive dinheiro sobrando.  Sempre economizei. Então a frugalidade sempre existiu na minha vida também.
Mas ser frugal é o mesmo que ser pobre? (Fique claro que quando digo pobre me refiro a possuir as necessidades básicas, não estou falando que quem está privado do básico, aí a situação é muito mais complicada.)
Quando você ganha pouco e escolhe ser frugal o que muda é sua atitude perante a vida. Como?

1- Você percebe que pouco é necessário para a vida, e percebe que você tem sim o necessário. Não precisa do melhor celular, milhares de roupas e sapatos, coisas caras, casa grande, carro do ano importado... talvez você nem mesmo precise de carro.

2- Você para de correr loucamente em busca de mais dinheiro, mais trabalho.  Assim valoriza seu tempo com sua família, amigos, em atividades engrandecedores, em experiências.

3- Você valoriza e cuida bem daquilo que possui.  Você começa a ter consciência de tudo que tem e usa tudo. Cuida bem para que essas coisas durem.  Evita o desperdício e usa sabiamente o dinheiro.

4-  Você não faz dívidas desnecessárias, muito menos com o objetivo de impressionar outros.

5-  Você aprende a fazer algumas coisas básicas e a cuidar de si.  Economiza tempo e dinheiro dessa forma.

6- Vê que a felicidade está em coisas simples.  A felicidade é o caminho, não o destino. Você aprecia os detalhes gostosos do dia.

7- Passa a entender que há ambições que não envolvem diretamente dinheiro.  Pensa em seu desenvolvimento pessoal, investe tempo em melhorar suas habilidades, ganhas novas, melhorar sua saúde, intelecto e espiritualidade.  Talvez ao adquirir novas habilidades você até consiga melhorar seu salário ou seu emprego.

8- Caso você tenha um certo dinheiro sobrando, você aprende a não jogar fora por nada.  Investe na futura liberdade financeira, ou em experiências mais dispendiosas ou ajuda outras pessoas.

Cada um escolhe a vida que quiser ter. Mas certamente optar por uma vida simples, focando em coisas que o dinheiro não compra te dará felicidade. Se você tem pouco te fará sentir satisfação.  Se você tem muito ainda assim poderá fazer com que você descubra um objetivo maior na vida.

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Pequenos hábitos que causam grandes transformações


  • Desligar a TV
  • Desativar as notificações(TODAS)
  • Desconectar o wifi (cada dia um pouco mais)
  • Comer a mesa
  • Destralhar o que não te serve mais


Fiz mais uma mudança em relação a minha saúde. Uma pequena mudança que fez muita diferença. Retirei da minha vida uma coisa que me fazia mal sem eu saber.  Não sei se devo falar aqui, pois cada caso é um caso. Então só digo uma coisa, conheçam seus corpos. Prestem atenção nas mudanças dele, nos medicamentos que alteram seu funcionamento, no alimento que causa algum tipo de reação. Só prestem atenção.  No meu caso eu constatei por conta própria que os médicos estavam errados ou queriam me manter naquela situação.  Eu limpei meu organismo nos últimos meses e percebi que havia uma coisa agravando meu estado físico e me parece que até o emocional.

Esse mês de abril foi bem intenso pra mim. Foi um mês de avaliação e ação.
Eu minimalizei ainda mais minha vida. E sinto que quero reduzir ainda mais. Eu fiz uma bela faxina na casa, aquelas partes esquecidas, coisas que guardava em cima do guarda roupa, coisas escondidas nos armários.  Foram embora muitos DVDs que não uso e nem tem história nenhuma pra contar, foram-se sapatos, roupas e eletrônicos que estavam guardados sem uso a anos... e eu nem lembrava que existiam. Eu que já reduzi tanto e tenho uma casa pequena não sabia que ainda poderia haver um saco grande de lixo a ser retirado daqui. Foi uma grande surpresa.(Pena que não tive paciência de fotografar)  Acho que agora sim eu avaliei cada coisinha da casa.  Ainda tem coisas sob avaliação, se não usar esse mês vou doar.

Consertei algumas coisas. Troquei as cordas do violão e finalmente ontem toquei um pouco.  Eu quero que isso faça parte da minha vida. Também colei uma sandália e voltei a usar normalmente. E essa semana ainda quero costurar as roupas que deixei de usar apenas por pequenos ajustes que eu mesma sei fazer.

Refleti sobre o que eu tenho feito com meu tempo, com a minha vida. Pensei nas coisas mais importantes e nas coisas que me levam a inércia, no meu propósito de vida, nos talentos e meus desejos e naquilo que quero evoluir, mas perco tempo com séries, filmes e distrações e não faço minha vida valer.

É assustador ficar em silêncio e ouvir a si mesmo.  Quando eu fico em silêncio sem distrações lembranças ruins me surgem, uma saudade e um arrependimento... eu fico revivendo minha maior dor.  Mas eu sei que se eu não aprender a me ouvir, a me construir, eu não chegarei a lugar nenhum.  Eu consegui me distrair menos esse mês. Vivi um pouquinho mais. Foi bom.
Às vezes tenho a sensação que não estou vivendo. Como se eu estivesse alheia a mim. Fora da minha própria vida a assistindo passar. Vivo momentos bons, mas depois que passa e eu penso é como se eu não tivesse vivido aquilo.  Pergunto-me se me falta atenção plena ao momento. Se a culpa é da minha mente sempre tão agitada no que se foi, em como estou, no que disse ou fiz de errado, no que eu queria ser... e aí...o momento passa e eu não o vivi como poderia.  Talvez seja isso.
O piloto automático não vai mais me levar. Eu não repetirei vez após vez as mesmas agressões a mim mesma.  Parar de me distrair tanto e focar mais na vida e no momento presente(no aqui com quem amo, com meus filhos de 4 patas, nos cheiros, sons, toques e sensações).

Acho lindo quando alguém consegue mudar drasticamente sua vida e eu sempre quis isso pra mim. Mas não é assim comigo... então... vamos lá com meus passinhos pequenos porque eles também me tiram do lugar.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Autopreservação - Nas relações sociais

Evitar falar demais
Sempre fui o tipo de pessoa que se envergonha no silêncio. Eu me sinto constrangida e acho que preciso começar um contato com quem está comigo.  Quero parar com isso. Eu dou risada sem graça quando alguém me maltrata. Eu puxo assunto com aqueles que não gostam de mim e me tratam mal, pra tentar "quebrar o gelo". E caramba! Isso desgasta demais!
Além disso eu costumo justificar minhas ações. Explicar o porquê de fazer ou não fazer determinadas coisas. E isso parece fazer apenas que as pessoas me desrespeitem. Desgaste! Apenas desgaste mental!
Chega!

Quanto menos você fala mais suas palavras tem valor.


Reconhecer guerras perdidas
Existe um sistema.  E você sozinho não muda o sistema. Percebi que muito do que me estressava e magoava e aquilo que tomava conta da minha mente eram problemas sem solução.  Então aprendi outra coisa:  Você pode sair em certa medida do sistema que não te agrada.  Você pode estar no meio dele, mas ir alinhando suas ações para que você viva de acordo com seus princípios.  E quando muito difícil de fazer isso, tentar sair dali. E se impossível sair, proteger sua mente e evitar ouvir demais e se envolver demais. Sempre impor seus limites.

Não falar de si
As pessoas no geral são fofoqueiras.  Eles tem prazer em saber da vida alheia. E muitos querem conhecer nossas fraquezas. E quando você fala de si mesmo você expõe seu mundo. Nem todo mundo merece entrar no seu mundo. Só deixe entrar quem for de confiança total, aqueles verdadeiros amigos. Você não precisa falar da sua vida para seus colegas de trabalho, conhecidos, vizinhos. Proteja-se.

Você é dono do que cala e escravo do que diz.

Fugir das fofocas e de conversas negativas
Ao menor sinal de fofoca corte a conversa.  Eu já ouvi muito com vergonha de cortar a pessoa e parecer grosseira, mas peraí... Quem deve se envergonhar é o fofoqueiro e não você que não quer ouvir.
Outras pessoas só querem reclamar de tudo. Isso suga suas energias. Afaste-se.

Fale de ideias e não de pessoas
Não fale de ninguém. Você nunca conhece todos os fatos. Então fale de ideias. É o que pessoas bem sucedidas fazem. Não perdem tempo falando dos outros. Use seu tempo para o seu crescimento pessoal, não para destruir ninguém. Aliás, você pode sim falar de pessoas, quando tiver coisas boas a dizer.
Ah... às vezes você pode querer desabafar. Mas não fique muito tempo concentrado nas coisas negativas. Por exemplo, quando algo ruim acontece no trabalho eu acabo falando muito disso em casa. Meu objetivo agora é mudar o foco. Se eu precisar eu vou falar um pouco, desabafar com o coitado do marido, mas só se for muito necessário. A primeira tentativa será mudar o foco. E se eu falar me impor um limite. "Falei, pronto. Agora vida que segue! Vamos dançar!"

Não busque reconhecimento dos outros
Esse é importante.  São raríssimas as pessoas que reconhecem o esforço alheio, o bom trabalho, a gentileza... Faça o bem sem buscar reconhecimento. Deixe entre você e Deus e sinta satisfação pelo ato em si, a pessoa reconhecendo ou não.
Principalmente no trabalho. Faça o seu. E faça bem feito. Não pegue mil coisas pra fazer só pra agradar os outros. Faça o seu bem feito. Talvez ninguém reconheça, porque no geral as pessoas só reconhecem quando você faz o trabalho delas e não o seu.  Mas não se desgaste pra agradar.  No fim elas nem vão reconhecer você fazer o trabalho delas também.

Só dê conselhos a quem pedir
As pessoas não querem mudar. Mas elas querem se lamentar. E se a pessoa estiver mal e você puder dar seus ouvidos, dê apenas isso.  As pessoas até se ofendem com conselhos.  Principalmente pessoas depressivas, elas encaram como se fossem incapazes de fazer até a mais simples coisa. Então não adianta.
Eu sei que dá um desespero.  Mas antes de dar um conselho tente perceber se a pessoa quer ouvir.  Veja se ela vai te pedir.

Essas coisas acima são as que eu estou decidida a aplicar na minha vida. Diariamente tenho notado se estou ou não fazendo isso.

sábado, 26 de janeiro de 2019

Fazer o bem: Dar seu tempo

Às vezes fazer o bem é simplesmente ouvir quem precisa falar. 
Mas às vezes essa é a coisa mais difícil.  Pensamos que estamos perdendo tempo. Ou simplesmente o que o outro diz não nos interessa.  Ou se trata de um idoso que repete muitas vezes a mesma história. Ou é alguém "chato"(que inclui pessoas deprimidas e com transtornos).
Nem sempre é fácil ouvir. Ouvir exige abnegação e amor.  Uma generosidade maior que apenas dar coisas materiais.  Mas há pessoas que precisam. E não ouvir pra responder. Ou para argumentar e estar certo no final. Ouvir apenas porque o outro precisa falar.  E nem sempre nós devemos responder. E quando discordamos nem sempre é preciso dizer.

Esse é um desafio que eu tenho me feito. Ouvir para compreender apenas.  Eu sempre precisei argumentar ou dar respostas.  E agora vejo que não precisava disso, percebo também que nunca pude ajudar muito com meu hábito que querer dar respostas e soluções.  Cada um tem que chegar a sua conclusão, podemos ajudar sim, mas primeiro ouvir.
Eu sou daquelas que interrompe quem está falando. Sem querer mesmo.  Eu lembro e falo algo logo, antes que eu esqueça o que era, muitas vezes na tentativa de dar uma solução, de ajudar.  Mas estou mudando.  Estou me policiando para ouvir com atenção sem precisar responder, sem precisar contar algo que sei.   Depois de compreender como o outro se sente, aí eu digo o que penso, sem me impor.
Mudança acontece aos poucos, eu tenho muito a mudar. Mas entender que eu não tenho que ser a salvadora ou a que está certa está me ensinando muito sobre humildade.

Fazer o bem também é um modo de embelezar sua vida!

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Viver bem o ano todo, não só nas férias

Eu me propus a gostar da vida... e a viver de verdade.  Algumas coisas me puxam pra baixo, mas isso é tema de outros posts já escritos e a serem escritos.

O que é viver de verdade?
É estar vivendo de acordo com seu propósito.  É viver desfrutando da delícia de estar com pessoas boas, com pessoas que te animam. É fazer atividades não só observar a vida passar.
Fiz coisas simples este mês. Eu recebi meu sobrinho aqui e fomos passear, eu fui a um sítio, a um show gratuito no shopping, fui a praia numa tardinha com minha família, aceitei um convite de uma amiga para estar na casa dela para fazer nada de grandioso, só brincar com amigos novos e antigos.  Foi maravilhoso.

E eu estou mal da fibromialgia, mas se eu for esperar estar bem para fazer as coisas, eu nunca farei nada. Então fui com dor mesmo aos lugares.  Me cansei antes dos outros, mas me senti melhor depois de estar mais feliz.  Esqueci um pouco da dor. Eu fiz um pouco mais atividades para engrandecimento espiritual.  E estou percebendo cada dia mais que é possível sim viver, e ter algum prazer, mesmo quando a saúde não tá lá essas coisas.
Ainda não consegui incluir as atividades físicas na rotina como eu gostaria. Mas vou voltar com o aplicativo de exercícios simples que eu estava usando mês passado, são poucos minutos.  Além do mais a vida que estou tentando levar já me coloca mais em movimento. 

Agora só tenho mais uma semana de férias, e já começo a pensar em projetos no trabalho, e também em como vou garantir um tempo para meu engrandecimento pessoal, tempo de qualidade com amigos e família e cuidados pessoais.
Vamos viver bem... o ano todo! Fazer do trabalho um local agradável, fazer que o trajeto seja melhor. Vamos encontrar formas de desfrutar e fazer algo bom em cada dia de nossas vidas.