Mesmo que o mundo exija pressa, mesmo que meu trabalho exija pressa, que as pessoas tentem me fazer correr e me joguem inúmeras funções.
Preciso encontrar novamente quem eu sou, minha identidade e minha vontade de viver.
Sinto, de coração, que parte disso foi roubado pelo celular. Minha criatividade, meu foco, certas capacidades.
Esse ano quero estar mais desconectada, estar presente, viver com mais presença e intencionalidade.
A tecnologia está aqui para facilitar a vida, mas não para causar mais estresse e sobrecarga. Ser sensível demais faz com que excessos me deixem extremamente sobrecarregada. Excesso de informações, de pedidos, de questionamentos, de trabalho, de barulho, de coisas. E nessa entra que eu me perdi um pouco do minimalismo e preciso urgentemente retornar. Poucas coisas, poucas informações, profundidade... escolha.
Hoje sou mais velha e naturalmente ganhei hábitos diferentes, uso mais produtos de cuidados, experimento suplementos e vitaminas, tento pra ver o que funciona. Mas esse ano eu quero só simplificar.
Eu vi a água chegar perto da minha casa nessa chuva. E mantive a calma. Eu fiquei presa no trabalho e fiquei calma. Realmente eu tenho aprendido a resiliência e a tranquilidade. A me desesperar apenas quando algo ruim de fato acontece. Inclusive precisei passar pela água pra chegar na minha casa, coisa que nunca achei que teria coragem de fazer. Mas a vida é a vida. E a gente faz o que precisa fazer.
Eu quero leveza ao máximo que for possível. Nesse mundo ruim e pesado, eu quero focar no que presta. No amor, na beleza, nos pequenos prazeres e pequenas alegrias do dia a dia.
Não quero performar... quero viver. Postar fotos mal tiradas e sem ser posadas. Fotos que registram o momento e não o melhor ângulo. Quero escrever cartas sem precisar de excesso de trabalho. Quero uma casa funcional e com aquilo que posso, uma decoração de acordo com minhas possibilidades e sem cobrança ou pressa nenhuma.
Quero silêncio, nem me justificar, nem falar demais... viver e observar. Falar apenas aquilo que precisar... conversar de coração com Jeová, com o papel e com pessoas de confiança.
Que a vida siga... que a paz reine no meu coração... mesmo se tudo desmoronar. Que eu lembre como é viver no meu passo, do meu modo. Uma vida autêntica, leve, significativa, espiritualizada e cheia de amor... que fique só o que importa!
Nenhum comentário:
Postar um comentário