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sábado, 15 de agosto de 2020

Muita coisa aconteceu...

 Tanta coisa que o blogspot mudou e eu tô meio perdida aqui.

Vamos lá que eu quero contar pra vocês!

Estou morando perto da praia. Passei em um concurso e vim. Com muita coragem... na verdade é com muito medo, mas quando você sente medo e mesmo assim faz alguma coisa o nome disso é coragem. Se eu pegar a bicicleta aqui... é só pedalar uns 15 minutos e tô na praia. Sonho, né? 

Receio e tristeza pelas coisas que ficaram pra trás. Pelas pessoas que agora estão longe de mim.

Mas aqui é um lugar de paz. Tanto que aqui pude florescer. Um pouco ferida, mas pude.

Primeira mudança da vida. Agora sim o minimalismo enraizou. Aliás... acho que o ponto de partida pra muitas coisas acontecerem na minha vida foi ter simplificado e minimalizado tanto.

Apesar de ser concursada eu sempre quis algo meu. Do meu jeitinho. E com muito medo, ops, coragem... abri um curso de Libras online ao vivo pelo Zoom.  Eu imaginei teria uns 10 alunos e pronto. Mas pensei: Agora que eu crio coragem e organizo meu curso.

Sabe o que aconteceu? Acabei abrindo 3 turmas. Duas de adultos e uma de criança. E a confiança aumentando. O dinheiro não é muito, fiz bem baratinho, mas já faz diferença pra nós.

Medo eu sinto, não vou mentir. Eu fiz algo meu!!! No curso eu estou lá ao vivo dando a cara a tapa. Logo eu... tímida, retraída, desengonçada. 

Aí eu estava trabalhando freneticamente dia e noite. Agora preciso de um pouquinho de equilíbrio. Tenho que voltar a cuidar da saúde, da alimentação, das leituras fora da minha área específica. Agora que já tenho meus alunos, o curso já começou o trabalho vai ser regular, mas dá pra organizar bem direitinho pra ser muito bom e ainda assim não negligenciar coisas importantes.

Obrigada por quem está aqui vendo meus altos e baixos. 

domingo, 19 de abril de 2020

Hoje eu acordei bem

Hoje eu acordei bem... é isso.
Sem pesos desnecessários, sem mágoas, nem com os outros e nem comigo mesma.
Acordei leve.

Eu não sei o que eu fiz certo dessa vez... só sei que acordei leve. Bem leve.

Sem culpa ou julgamentos.

Existe uma coisa linda que acontece quando você consegue sentir afeto por si mesmo.  Você não se culpa e não se julga... e de forma milagrosa... você não julga mais ninguém.  Eu não sei te dizer porque ou como isso acontece. Só posso te dizer que é assim que acontece.

Quando você se perdoa, você perdoa todo mundo.  É tão bonito.

Sabe as pessoas que julgam todo o tempo? Aquelas pessoas que não conseguem viver sem julgar... e que ferem as outras o tempo todo.  São pessoas cheias de culpa e pesos. Elas exprimem quem são, não quem os outros são.  Elas estão feridas.  Talvez elas não façam nada para sair do buraco, talvez elas se satisfaçam machucando os outros e não queiram buscar a própria cura, a própria paz.  Mas eu te falo que elas não estão nada bem.

Eu deixo a partir de agora que a força do amor tome conta de tudo.  Mas não só o amor pelos outros, mas também o amor por mim. Assim a gente equilibra bem.

***
Terminar com um trecho do livro do Augusto Cury que estou lendo(O Código da Inteligência, está gratuito na Amazon):

"... São hiperaltruístas, sempre se esquecem de sim mesmos para pensar nos outros.  Uma pessoa insensível exclui os outros; uma hipersensível os superprotege.(...)uma hipersensível fere a si mesmo para não magoar os outros. (...) Uma pessoa insensível não tem sentimento de culpa quando era; uma hipersensível o tem em excesso."
"O insensível deixa todos doentes ao seu redor; o hipersensível adoece por todos."

Então busquemos a sensibilidade graciosa de sentir amorosamente a vida. Não a hipersensibilidade que nos fere.


quarta-feira, 1 de abril de 2020

Quarentena: Reflexões e sofrimento

Essa quarentena está tendo um efeito devastador em mim.  Mas eu espero que após o sofrimento venha uma vida melhor.
Agora que eu sou obrigada a ficar trancada, eu penso em como eu já vivia trancada antes.  Em casa e em mim. Tímida, introvertida, com hábitos naturais de isolamento para proteção, autocrítica demais ao ponto da paralisia.  Sempre me sentindo presa, nunca conhecendo a liberdade.
Refleti mais profundamente em todas as minhas relações.  Pude avaliar e viver coisas que me fizeram entender quem realmente algumas pessoas são.  Reflito na minha culpa em muitos problemas que eu causo a mim mesma, ou que permito que me causem.

Sou fruto da vida que tive.  E carrego marcas profundas no meu coração.  Isso afeta todo o meu modo de viver e ver a vida.

  • Eu sempre busco resolver tudo.  Ninguém pode me apresentar um problema que eu me sinto na obrigação de trazer solução para os problemas do mundo.  Chega ao ponto de eu mesma antecipar o problema futuro dos outros para buscar a solução.(Faço isso na minha vida também, mas aí já não é sempre um problema.)
  • Aconselho sem que me peçam.
  • Sofro ao ver quem eu amo fazer escolhas ruins.
  • Preciso sempre me explicar, fazer as pessoas entenderem meu modo de agir.  Mesmo pessoas que não fazem a mínima questão de saber o que eu penso ou sinto.
  • Preciso sempre interrogar o outro para saber o que ele está pensando em relação a mim ou ao que fiz, mesmo que muitas vezes a pessoa não queira falar ou resolver nada.
  • Quero saber sempre o que há no coração do outro.  E quero que saibam o que há no meu.  E nem todo mundo serve pra uma relação assim. Nisso aqui sim é necessário reciprocidade.
Quando eu preciso me defender de uma situação, quase sempre eu digo a pessoa o que ela faz e como eu me sinto.  Aviso o que vou fazer.  Tenho mania de ser um livro aberto.  Mas quem te fere geralmente sabe que te feriu e não se importa.  E se importasse a pessoa falaria com você, se aproximaria de algum modo.
Sempre fui controlada e controladora.  Nunca fui criança.  Vivendo pra fazer outros felizes, buscando solução para os outros. Sempre me senti responsável pela vida de algumas pessoas.

Quero ser gentil, sim. Tratar bem. Ajudar naquilo que está ao meu alcance. Mas preciso:

  • Cuidar da minha vida
  • Fazer as minhas escolhas
  • Não interferir na vida dos outros
  • Aconselhar e dar opinião só quando pedirem
  • Não pegar os problemas dos outros pra mim, deixar que se responsabilizem e vivam as consequências. Deixar que amadureçam.
  • Amar... mas saber viver e deixar que vivam.
  • Aceitar quem eu sou e fazer o que posso sem medo de críticas.
  • Perceber maldade mascarada de bondade. Observar quem ajunta e quem espalha. Quem fala bem e quem fala mal.
  • Trabalhar com afinco e sem medo de errar.  Os erros são ensinamentos.
  • Não ter medo de pessoas e aproximações. Viver mais abertamente e dividir meu amor e o pouco que tenho.
  • Observar e entender, sem precisar falar e debater.

Talvez certas pessoas não entendam a mudança que eu vou fazer.  Porque eu vou conseguir, estou certa disso.  Mesmo que agora eu esteja sofrendo demais pensando nas mudanças que tenho que fazer.  Eu vou aprender um jeito de seguir minha vida e viver minhas escolhas.  No futuro não poderei culpar a ninguém além de mim mesma.
É fácil deixar que outros abusem de você, te controlem e depois dizer que sua vida é péssima por causa dos outros.  Mas você é responsável pela sua vida.  E eu vou aprender isso.

Viver minha vida vai ser algo inédito nos meus 31 anos de vida.  Mas eu vou fazer isso.
E essa dor toda que eu tô sentindo, é a dor da mudança. Vai valer.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Não ter preguiça de viver

Dá trabalho viver bem.  Vida boa, boa de verdade, não é aquela que você passa sentada na frete da TV, se empanturrando de industrializados de sabor artificial.

Encontrar pessoas dá trabalho. Ser hospitaleiro mais trabalho ainda. Preparar lanches e refeições, brincadeiras, arrumar decorações pra fazer surpresinhas a pessoas amadas.  Mas é algo que eu quero pra minha vida.  Quero fazer pelos outros. Quero ser daqueles que contribui em enaltecer as pessoas mais simples e fazer que todos se sintam especiais.  Alguém que estabelece ligações e se conecta ao coração dos outros.

Desenvolver habilidades dá trabalho.  Mas é bom.  Faz com que você se sinta especial, ajuda a mente expandir.  Te engrandece e colore seus dias.  Fazer consertos, cozinhar, plantar, tocar um instrumento. Dá trabalho.

Ajudar quem precisa dá trabalho e pode ser desgastante.  Mas dá sentido a vida.

Adquirir conhecimento desgasta, mas faz ter uma vida mais prática e verdadeira.

Fazer exercícios é cansativo, mas melhora sua capacidade física e te torna mais saudável e resistente e te leva mais longe... bem mais longe.

Agora eu aceito a dor e o desconforto.  E também os prazeres a longo prazo que tais esforços me darão.   Fazer a vida ter valor é essencial.  E eu não posso fazer isso apenas dizendo sim a meus desejos e vontades.

Vamos viver!